Em diversas culturas espalhadas pelo mundo, a celebração
da passagem do
ano ou das estações é feita com o intuito de
estabelecer a renovação do
mundo e o revigoramento dos
valores que agregam uma determinada
civilização.
Semelhantemente, o Natal também incorpora esse mesmo
princípio de renovação ao celebrar o nascimento de uma das
figuras
centrais do cristianismo,
Jesus Cristo. De fato, em diversas
manifestações natalinas
podemos também enxergar a reafirmação desse
mesmo valor.
Na Roma Antiga, a data de 25 de dezembro marcava o início das
celebrações em homenagem ao nascimento do deus Sol,
conhecido como
“Natalis
Solis Invcti” (O Nascimento do Sol Invencível).
Nessa mesma
época, entre os dias 17 e 24 de dezembro,
também ocorriam as
festividades
da Saturnália, celebração cercada de muita comida e bebida
onde
as normas do mundo formal eram subvertidas com o intuito de
promover a renovação dos valores por meio de festas marcadas
pela
inversão dos padrões vigentes.
Com a oficialização do cristianismo no interior do Império
Romano, várias destas datas foram incorporadas com o propósito
de alargar o
número de convertidos à nova religião do Estado.
Nesse processo, o dia
25 de dezembro foi instituído como a data
em que se comemorara o
nascimento de Jesus Cristo.
Na verdade, várias analogias entre as
tradições pagãs e os valores cristãos oferecem uma grande proximidade
entre os significados atribuídos a Cristo e as divindades anteriormente
cultuadas.
Assim como Jesus Cristo, Mitra era reconhecida como uma grande
divindade mediadora espiritual para os romanos. Da mesma forma,
Jesus,
considerado “O Messias”, teria a mesma função de conceder
a salvação
espiritual a todos aqueles que acreditassem em seus ensinamentos por
meio da conversão. Com isso, a absorção dos
princípios e referenciais
religiosos da cultura romana influenciou
na ordenação das festividades e
divindades do Cristianismo.
Já a figura do Papai Noel, o bom velhinho afirmam os estudiosos,
foi inspirada num bispo chamado Nicolau,
que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava
ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés
das casas.
Foi
transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres
atribuídos a ele.
A
associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e
espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa
Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.
Até
o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno
na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou
uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com
cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste
mesmo ano.
Em
1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou
o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do
refrigerante. A campanha
publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai
Noel pelo mundo.
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