sábado, 26 de setembro de 2020

TUDO PASSA

 


 



"Não há tristeza que não passe...
Pôr do sol que não termine...
Dias nublados que não sejam clareados depois...
 Chuva que não cesse...
Dor que não acabe...
Não há felicidade que dure eternamente.
 Segredos que não se revelem...
Sorriso que não se transforme...
 Café que não esfrie...
 Fumaça que não se desfaça...
 Aromas que não se espalhem...
Não há nesse mundo lembrança dolorosa
 que não seja curada...
Palavras que não sejam diluídas no tempo...
Ninguém se despede deixando uma vaga 
eternamente inabitável...
Nem todo silêncio é eterno.
 O que foi dito, um dia não mais será. 
Tudo se desfaz, recomeça, se transforma. 
Tudo se traga, bebe, engole, vomita.
 Se indaga e passa serenamente, naturalmente
 ou exasperadamente pela vida. 
Ninguém e nada é prisioneiro da materialidade infinita. 
E ninguém vive encarcerado sem um dia, uma tarde,
 uma horinha dar uma escapada pela vida.
 E nem que seja por descuido, a gente se desequilibra
 e depois se harmoniza. Isso não é lenda. 
Ainda bem!"
Ita Portugal

 







quinta-feira, 24 de setembro de 2020

SE BOBEAR...





"Se bobear, a gente perde oportunidade de dar 
abraço gostoso...
De ficar juntinho saboreando silêncio...
 De andar de mãos dadas...
De inventar surpresas...
De dizer o amor que sente...
Perde oportunidade de expressar gratidão 
pela existência preciosa do outro...
De encher aquela vida de beijinhos...
De dar sorriso bacana...
De praticar gentilezas...
 De aproveitar o tempo de proximidade com fala 
e escuta amorosas...
Perde por distração...
Por pressa...
 Por esquecimento...
 Porque vive como se quem a gente ama ficasse 
com a gente para sempre. 
Perde, mas não deve".
Ana Jácomo











quarta-feira, 23 de setembro de 2020

ABENÇADO SILÊNCIO






"Abençoados e necessários silêncios em mim, 
que disciplinam e ensinam-me a desentalar amarguras,
 desaprender as tristezas, rejeitar dependências 
e conjugar o amor".
Ita Portugal










terça-feira, 22 de setembro de 2020

SOMOS VIAJANTES DO TEMPO

 




"Estamos numa viagem. 
E nesta grande ou pequena viagem, há encruzilhadas,
 ladeiras, quebra molas, mata burros, buracos...
todo tipo de impecilhos que dificultam nossa viagem. 
Mas também, há lindas paisagens, maravilhosas 
fontes de água cristalina, flores, ar fresco, brisa leve
 brincando com nossos cabelos, amenizando o suor 
e o cansaço da longa jornada.
 Encontramos também amigos que caminham conosco
 e tornam a jornada mais aplausível. 
Feliz daquele que caminha com coragem, sempre 
agradecendo pelas conquistas diárias".
Vera

domingo, 20 de setembro de 2020

COM O TEMPO...






"Com o tempo, ɑlɑrgɑmos ɑ nossɑ
credibilidɑde e pɑssɑmos ɑ viver 
com menos descompɑssos.
 Acomodɑmos às ɑflições e deixɑmos
de impedir o tempo de cumprir seu rituɑl.
A pɑrtir de um certo tempo, o que nos importɑ
é ɑ bonitezɑ dɑ ɑlmɑ e ɑ trɑnquilidɑde do corɑção".
Ita Portugal















sexta-feira, 18 de setembro de 2020

A VIDA É TECIDA COM FIOS DISPONÍVEIS








"A vida é tecida com os fios disponíveis
de cada agora...
De cada respiro...
 De cada ação...
De cada acontecimento...
De cada sabor.
É essa tecelã que olha para você neste instante
e me olha também.
O que ainda não veio, quem sabe? 
Eu não sei.
Sabor é o presente.
Saber é quando a gente desembrulha."
Ana Jácomo













quinta-feira, 17 de setembro de 2020

EU ME PERDOO



 


"No meu coração, eu me perdoo pelas bobagens 
desastrosas que fiz. 
Pelas escolhas equivocadas das quais eu me 
arrependo à beça. 
Por ter ferido lindezas, sem querer. 
Por ter deixado ir embora gente querida
 que adorei ter conhecido.

No meu coração, eu me perdoo pelas vezes em
 que dei tanto poder ao outro e esqueci o meu. 
Por deixar roubarem, sem compaixão, 
os meus lápis de cor preferidos. 
Por chamar de amor o que contraria a essência dele. 
A cara dele. A luz que ele tem.

No meu coração, eu me perdoo por não ter dito o 
que certamente hoje eu diria.
 Por não ter tido sensibilidade para compreender 
preciosidades que me foram ditas sem palavras. 
Por me faltar em instantes em que precisei tanto de mim. 
Por, às vezes, faltar ao outro quando ele mais precisava.

No meu coração, eu me perdoo por demorar tanto
 a descobrir o que mais me importava. 
Por em tantos momentos dar prioridade ao que não merecia. 
Pelas vezes em que agi de modo tão contraditório
 às minhas próprias crenças.
Pelos momentos em que permiti que fizessem bagunça
 com o que era tão precioso.

Foi por medo...
Ingenuidade...
 Ignorância...
 Confusão...
 Lá, era tudo que eu sabia.
 Lá, era tudo que eu podia.
Aprendiz, eu me abençoo, no meu coração".
Ana Jácomo