sexta-feira, 3 de maio de 2013

SENHOR, ENSINE-ME A ORAR...



SENHOR, ensina-nos a orar,
Sem esquecer o trabalho.
A dar sem olhar a quem.
A servir, sem perguntar até quando ...
A sofrer, sem magoar, seja quem for.
A progredir, sem perder a simplicidade.
A semear o bem, sem pensar nos resultados...
A desculpar, sem condições ...
A marchar para frente, sem contar os obstáculos.
A ver sem malícia...
A escutar, sem corromper os assuntos.
A falar sem ferir.
A compreender o próximo, sem exigir entendimento...
A respeitar o semelhente, sem reclamar consideração.
A dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever
Sem cobrar taxas de reconhecimento...
SENHOR, fortalece em nós,
a paciência para com as dificuldades dos outros,
Assim como precisamos da paciência dos outros,
com as nossas próprias dificuldades ...
Ajude-nos para a ninguém façamos
aquilo que não desejamos para nós...
Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer
Que a nossa felicidade mais alta
Será, invariavelmente, aquela de cumprir
vossos desígnos onde e como
Quereis, hoje, agora e sempre.
AMÉM!
Desconheço o autor


 



CRISTÃO SEM CRISTO



Posso disfarçar minha mente, 
mas não posso enganar pessoas...
Posso ostentar o orgulho, mas,
 não posso mentir para Deus
Posso ostentar a vaidade, mas,
 não devo agredir o próximo...
Posso negar o pão ao faminto, mas, 
não alimento o amor...
Posso negar um abraço, mas,
 não sinto o calor das pessoas...
Posso virar as costas a quem me pede, mas, 
não sou digno de pão...
Posso ser indiferente a dor do próximo, mas,
 não devo pedir nada...
Posso exacerbar meu ódio, mas,
 não tenho o direito de pedir tolerância...
Posso virar as costas aqueles que sofrem, mas,
não sou digno de compaixão...
Posso verter lágrimas de sangue, mas,
 sem caridade nada sou...
Posso falar de paz e até de harmonia, mas,
 sem perdão, nadatenho em meu coração...
Posso falar do Cristo e afirmar que sou cristão, mas
sem os exemplos nada se completa, nada se constrói,
para a melhoria do mundo que sonhamos...
 
Desconheço o autor





quinta-feira, 2 de maio de 2013

NÃO BASTA SABER...É PRECISO PRATICAR...




Numa manhã, quando um novo professor de "Introdução ao Direito" entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome de um aluno que estava sentado na primeira fila:
 
- Como te chamas?
- Chamo-me Juan, senhor.

- Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! - gritou o desagradável professor.
Juan ficou desconcertado e atônito.
Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estavam assustados e indignados, porém, ninguém falou nada.

- Agora sim! - e perguntou o professor - para que servem as leis?...
Os alunos estavam perplexos e assustados, porém, pouco a pouco começaram a responder a pergunta:

- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondeu o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
 
- Até que enfim! É isso... para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?
Mais uma vez incomodados pelas atitudes grosseiras, seguíram respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
 
- Bem, que mais? - perguntava o professor.
- Para diferençar o certo do errado...
- Para premiar a quem faz o bem...

- Ok, não está mal, porém... respondam a esta pergunta:
agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?...
Todos ficaram calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não! - responderam a uma só voz.

- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!

- E por que ninguém fez nada a respeito?
Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária
para praticá-las?
- Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma
injustiça.
Todos voces, não voltem a ficar calados, nunca mais!
- Vá buscar o Juan - disse olhando fixamente para outro aluno.
Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.
 
Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade. 
E dignidade não se negocia.
 
 
 

AS QUATRO VELAS




As quatro velas queimavam lentamente.
O ambiente estava tão silencioso que se podia ouvir 
o diálogo que  mantinham.
A primeira disse:
- Eu sou a PAZ!!! Apesar de minha luz as pessoas não conseguem manter-me. Acho que vou me apagar. 
E, diminuindo seu fogo bem rápido, se apagou totalmente...
Disse a segunda:
- Eu me chamo FÉ!!! Infelizmente sou muito supérflua. 
As pessoas não querem saber de Deus. 
Não há nenhum sentido em permanecer acesa. 
Ao terminar de falar, um vento passou, levemente,
 sobre Ela e Ela se apagou.
Rápida e triste a terceira vela se manifestou:
- Eu sou o AMOR!!! Não tenho forças para continuar acesa.
 As pessoas me deixam de lado e não percebem o peso disto.
 Se esquecem até daqueles que estão tão perto e as amam. 
E, sem esperar, se apagou.
De repente...Entrou uma criança e viu as três velas apagadas.
- O que é isto? Vocês deviam queimar-se e estarem acesas até o fim. 
E, dizendo isto, começou a chorar...Então a quarta vela falou:
- Não tenhas medo menino, enquanto eu tiver fogo podemos
 acender as outras velas, eu sou a ESPERANÇA!!!
O menino com os olhos brilhantes, pegou a vela que restava...
E acendeu todas as outras.
Que a vela da ESPERANÇA nunca se apague dentro Nós!!!
Desconheço o autor
 

 










quarta-feira, 1 de maio de 2013

O QUE EU QUERO



 

Quero tudo
E nada
Ao mesmo tempo.
Tento dizer tudo,
Dizendo pouco,
Ou então nada,
Dizendo demais.

Mas jamais pensei!
Jamais tentei,
Dizer o absoluto.
Luto para dizer,
Para fazer valer,
O que quero
Mas espero a vida dizer,
 O que espera.

E a vida me desafia tanto!!!
Faço, portanto,
Desafio-poesia,
Poesia-desafio.
Sempre pra fazer valer,
O que a Vida
Tem a dizer.
Lola 

HOMENAGEM AO TRABALHADOR





O QUE VAI NA MARMITA...

O que vai na marmita do trabalhador?
Na marmita, vai arroz e vai feijão.
Com certa sorte, farofa ou macarrão,
e talvez couve, talvez ovo,
talvez uma mistura diferente
uma surpresa, um presente.

Na marmita vai um certo amargor:
o travor da submissão,
os ossos da servidão,
a enorme fome da liberdade utópica,
do inexeqüível lazer,
do que há por fazer,
das horas na condução,
da inatingível satisfação.

O que mais vai na marmita do trabalhador?
Na marmita, além do arroz e do feijão,
vai também um certo dulçor:
Um gosto de paz e de amor.
o tempero da casa,
a sensação do descanso,
a lembrança do sossego
das horas passando mais devagar.
a saudade dos filhos,
reminiscências de alegria,
recordações de inocência.

A marmita leva ainda
a ternura caprichosa da mulher,
o afeto carinhoso no preparo da bóia.
E durante a refeição,
Na meiga imagem da companheira
a marmita é cúmplice faceira,
e leva o prazer em sobejo:
em cada ingrediente um desejo,
em cada garfada um beijo!
Oldney Lopes
 
 

 
 Me bateu uma certa nostalgia ao ler este poema. 
Sei do descaso do Brasil pelos trabalhadores, principalmen te, os rurais,
 temporários, sem leis, sem garantia nenhum. Em muitos dos casos,
 trabalhadores escravos, sem  as mínimas condições de trabalho, tratados
 em sua maioria, como animais.
E admiro ainda, que muitos trabalham felizes, agradecendo a Deus 
pela oportunidade, que muitos nem têm.
Parabéns, trabalhador brasileiro, que, com sua dignidade, seus esforços, 
sua anonimidade constroem este país.



O QUE INTERESSA




Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares,
em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.