quinta-feira, 31 de maio de 2012

O IMPORTANTE


"A vida não é medida pelo número de vezes que respiras,
 mas pelos momentos em que perdeste o fôlego...
de tanto rir...de surpresa...de êxtase...de felicidade...
"Então descansa....sorri...divirte-te...
Aprendi que ouvir uma palavra de carinho, 
faz bem a saude, que um gesto de amor sempre
 aqueçe o coração, que o julgamento alheio, 
não é importante, que se deve ser criança... a vida toda! 
Que sonhar é preciso e o mais importante de tudo!!
Não podemos viver sós"...
 

A VIRTUDE DA PACIÊNCIA


"Cultivar a paciência ensina a desenvolver a compaixão 
em relação aos que nos ofendem,
 sem no entanto, aceitarmos que nos destruam. 
A compaixão é a melhor terapia para o espírito.
 Liberta-o de todas as amarras e do domínio das 
emoções conflituais."
                                                    Dalai Lama

AS MÃOS

Já meditou, alguma vez, o mistério das mãos?
Prestam-se para gestos altamente construtivos.
Mãos juntas, acompanhando a oração: penso de modo especial, em mãozinhas de crianças que a jovem mãe junta quando ensina a rezar, e as mãos trêmulas dos velhinhos, que pedem para seus filhos e netos ausentes...
Mãos do cirurgião, que salvam vidas... basta recordar a perícia com que manejam cérebros e corações...
Mãos calejosas de trabalhadores, quase sempre mal remuneradas.
Mãos ágeis dos datilógrafos que batem um número incrível de batidas por minuto.
Mãos de músicos, que nos deleitam, nos transportam bem além do tempo e do espaço.
Mãos que espalham sementes que se tornam alimento, e sementes de amor, de esperança e de paz.
Mãos de pintores e escritores, que se esforçam para não trair os sonhos de beleza que se aninham no pensamento e no coração de artistas.
Mãos dos linotipistas que compõem os jornais com a síntese do dia em que estamos vivendo.
Mãos de técnicos de rádio, TV, cinema, que nos permitem viver, de hora em hora os grandes acontecimentos de qualquer parte do mundo.
Mãos que acariciam: mãos de mães, mãos de namorados, mãos de esposos...
Seria fácil continuar a enumeração.
Mas é importante recordar também que as mãos humanas, capazes de tanta grandeza e de tanta beleza, espalham igualmente a desolação e a morte.
Há mãos que se fecham, egoístas e avaras.
Há mãos que se encrespam, cheias de ódio, chegando, às vezes, ao extremo de ferir e matar.
Há mãos que fecham a porta a quem necessita entrar, merece entrar.
Há mãos preguiçosas, e que transferem para outros o trabalho que lhes compete fazer. 
Há mãos que roubam dos ricos e dos pobres também.
Há mãos que seqüestram pessoas. 
Há mãos que trabalham, jogam bombas arrasadoras, inclusive bombas que queimam as crianças vivas...
que são uma ameaça permanente de extermínio da vida sobre a Terra.
Cristo, na tua Encarnação, na tua vida mortal, usaste tuas mãos admiráveis...
Elas passaram fazendo o bem. 
Que nossas mãos estejam sempre a serviço do Bem e da Beleza.
Que nossas mãos, à imitação das Tuas, sejam semeadoras de tranqüilidade, de esperança, de amor e de paz.
                                                         D. Hélder Câmara

.DESAPEGUE...


..."Compreender que a vida é feita da mesma matéria 
que os sonhos é a essência do caminho. 
Desapegue-se: viva no mundo, mas não seja do mundo. 
Viva no mundo, mas não permita que o mundo 
viva dentro de você.
 Lembre-se de que ele é um belo sonho, porque tudo
 está mudando e desaparecendo.
Não se agarre a nada. 
Agarrar-se é a causa de sermos inconscientes.
sSe você começar a se desprender, uma tremenda
 liberação de energia acontecerá dentro de você. 
A energia que estava envolvida no apego às coisas 
trará um novo amanhecer ao seu ser, 
uma nova luz, uma nova compreensão, 
um tremendo descarregar - nenhuma possibilidade 
para a miséria, a agonia, a angustia".

MANDAMENTOS DA AMIZADE


- CONVERSAR COM AS PESSOAS
SORRIR
SER AMIGO
SER CORDIAL E SIMPLES 
- PROCURAR INTERESSAR-TE PELAS PESSOAS
PROCURAR ELOGIAR ANIMAR E INCENTIVAR
- RESPEITAR OS SENTIMENTOS DOS OUTROS
PREOCUPAR COM OS PROBLEMAS DOS OUTROS
ESTAR SEMPRE DISPONIVEL E PROCURA AJUDAR
TODA AMIZADE VERDADEIRA LEVA AO ENCONTRO COM DEUS
 
 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

VIDA


Já perdoei erros quase imperdoáveis,

tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,

já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,

já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,

mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,

já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,

já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!

E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!


Bom mesmo é ir à luta com determinação,

abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.

terça-feira, 29 de maio de 2012

VISTA CANSADA

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada
 coisa à sua volta, como se visse pela última vez.
Pela última ou pela primeira vez?
Pela primeira vez foi outro escritor quem disse.
Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente.
Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua,
 não admira que Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta.
Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que,
 de tanto ver, a gente banaliza o olhar.
Vê não vendo.
Experimente Ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta.
Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho,
 você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional
 que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu escritório.
Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um
 recado ou uma correspondência.
Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia?
 Não fazia a mínima idéia.
Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer.
 Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, 
pode ser também que ninguém desse por sua ausência.
O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem.
Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos.
 E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e
 limpos para o espetáculo do mundo.
O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. 
Há pai que nunca viu o próprio filho.
Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas.
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos.
É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
                                             Otto Lara Resende